quarta-feira, 4 de maio de 2011

EU SAÚDO AS MÃES DO CORAÇÃO




Eu saúdo a mãe que não concebeu, porque seu filho lhe nasceu direto do coração.
Eu saúdo a mãe que, casada e não podendo conceber, recebe como seu o filho que outra gestou e não desejou.
Eu saúdo a mãe que, solteira, decidiu tornar seu o menino ou a menina que, sem mãe, busca uma.
Eu saúdo a mãe do coração pela sua sabedoria de vida, ao transformar sua frustração em uma vitória que põe sorriso nos lábios de crianças até então desconhecidas.
Eu saúdo a mãe do coração pela coragem de enfrentar o preconceito, sempre fruto da ignorância que ensina que a maternidade depende da espessura do cordão umbilical.
Eu saúdo a mãe do coração que decidiu vencer o medo de ter um filho que não teve, por saber que a criação e a formação de crianças implicam em riscos, que se distribuem por igual entre aqueles nascidos em casa e aqueles nascidos em outras casas.
EM TEMPO
Enquanto escrevia esta nota, recebi o seguinte testemunho que, por revelador, transcrevo e me calo: "Na adolescencia, ouvi da minha mãe de coração algo que selou por completo nosso relacionamento:
-- Filho do coração não se aborta.
Eu andava revoltada, não queria ajuda, conselhos, orações... Na verdade, eu queria, mas não assumia. Desapareci por um tempo. Quando reapareci, ela me veio com essa frase e disse que, assim como Deus, jamais desistiria de mim".



Israel Belo de Azevedo

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