domingo, 29 de maio de 2011

Colunas firmes



Boas construções tem como base boas colunas, grande parte das casas que possuem rachaduras nas paredes e chão cedendo é porque não há colunas, ou estas são desproporcionais ao tamanho da casa.

Boas colunas são aquelas que são feitas a alguns centímetros do nível do chão e contém ferros, cimento, areia e pedras. Além disso, precisa-se respeitar o tempo para que todas essas substâncias se sequem antes de continuar a construção.
As colunas são algo tão importante que na bíblia deu-se valor às colunas do sumptuoso templo de Salomão em I Reis 7: 15-22.

Durante minha vida Cristã eu sempre ouvi que era a coluna do meu lar. Nunca aceitei isso porque era muito responsabilidade e carga demasiadamente grande para mim. Sou uma coluna que tem teto e paredes apoiadas em mim. Se eu não me encher com o concreto, ferros e pedras que estão na presença de Deus, eu não suportaria.

Na igreja encontrei Deus, a comunhão com os irmãos e o serviço. Que são materiais essenciais para fortelecer a coluna, o pilar a viga e ser como Tiago, Cefas e João foram para Paulo e Barnabé (Gl 2).

Não escolhi ser coluna, mas quem me escolheu me ajuda e fortalece todas as manhãs.


Karla Soares

sexta-feira, 27 de maio de 2011

"Vejo os Homens como Árvores"




Na natureza as árvores têm papel fundamental. Elas contribuem com o ecossistema oferecendo oxigênio, sombra, abrigo para animais, frutas, flores e estruturas reprodutivas.
Podemos observar que algumas plantas preferem crescer “encostadas” nas árvores saudáveis. São as chamadas trepadeiras, planta que cresce apoiando-se sobre outra ou sobre qualquer superfície. As trepadeiras crescem agarradas em outras árvores aproveitando seus nutrientes, sua sombra e sua estrutura para se suster. Algumas dessas trepadeiras podem chegar a sugar tanto a árvore a ponto de deixá-la oca, frágil e suscetível a pragas, o que pode levá-la a queda.
Assim também acontece na caminhada Cristã. Há pessoas que se “encostam” nos Cristãos dedicados, que são como árvores saudáveis para sugá-lo. São os constantes pedidos de oração, a cobrança pela presença nas atividades da igreja, enquanto isso o que suga está em casa justificando cansaço entre outras desculpas, se limitando aos momentos de comunhão.
Nada contra a árvore oferecer um galho para apoio, ou um pouco de sombra para descanso, mas cuidado com a planta que se instala na árvore para sugar, pois com o passar do tempo uma das duas pode ser prejudicada.


"Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer."
João 15.5

Karla Soares

quarta-feira, 4 de maio de 2011

EU SAÚDO AS MÃES DO CORAÇÃO




Eu saúdo a mãe que não concebeu, porque seu filho lhe nasceu direto do coração.
Eu saúdo a mãe que, casada e não podendo conceber, recebe como seu o filho que outra gestou e não desejou.
Eu saúdo a mãe que, solteira, decidiu tornar seu o menino ou a menina que, sem mãe, busca uma.
Eu saúdo a mãe do coração pela sua sabedoria de vida, ao transformar sua frustração em uma vitória que põe sorriso nos lábios de crianças até então desconhecidas.
Eu saúdo a mãe do coração pela coragem de enfrentar o preconceito, sempre fruto da ignorância que ensina que a maternidade depende da espessura do cordão umbilical.
Eu saúdo a mãe do coração que decidiu vencer o medo de ter um filho que não teve, por saber que a criação e a formação de crianças implicam em riscos, que se distribuem por igual entre aqueles nascidos em casa e aqueles nascidos em outras casas.
EM TEMPO
Enquanto escrevia esta nota, recebi o seguinte testemunho que, por revelador, transcrevo e me calo: "Na adolescencia, ouvi da minha mãe de coração algo que selou por completo nosso relacionamento:
-- Filho do coração não se aborta.
Eu andava revoltada, não queria ajuda, conselhos, orações... Na verdade, eu queria, mas não assumia. Desapareci por um tempo. Quando reapareci, ela me veio com essa frase e disse que, assim como Deus, jamais desistiria de mim".



Israel Belo de Azevedo

Deus fora do quadradinho.




Precisamos de uma teologia que não ponha Deus num cercadinho das
coisas religiosas. Deus fala, se ouvimos. Deus ouve, se falamos. Deus
se manifesta, se queremos.
Não podemos nos esconder dEle, mas, por vezes, achamos que podemos.
Deus está no nosso trabalho, mas, por vezes, achamos que ele não se
interessa pelo nosso trabalho. Deus está na praia, mas, por vezes,
achamos que tem horror ao nosso lazer. Deus está na sala de aula, mas,
por vezes, achamos que Ele não pode ser nosso colega. Deus está no
laboratório de pesquisa, mas, por vezes, achamos que ali cuidamos de
coisas que não combinam com Ele. Deus está no consultório onde
recebemos ou damos consulta, mas, por vezes, achamos que não
precisamos
Pensamos em Deus como transcendente, e Ele o é, mas o que Ele é mesmo
é onipresente, docemente.

Israel Belo de Azevedo